Mensagem do Presidente

“Caros empresários, gerentes e treinadores das escolas de surf de Portugal, o crescimento deste sector, refletido no nascimento e desenvolvimento dos operadores, é uma evidência cujo trajeto tenho vindo a assistir desde o seu início em 1992. Desde as escolas que atuavam apenas durante dois meses de verão até aquelas que começaram a estar presentes durante os 365 dias do ano, oferecendo uma oportunidade aos curiosos e prestando um amplo serviço à comunidade, passando pela formação de atletas e treinadores, foram esses primeiros passos que tornaram Portugal num país do qual agora nos podemos orgulhar, com bases evidentes nas vertentes do desporto, do turismo e da educação aquática para o mar. O país ficou mais rico com a atuação das escolas de surf nessas diversas áreas, o que acabou por se manifestar de uma forma muito clara nas atuais medidas promocionais de Portugal para o mundo, através do surf. 

Uma vez mais, o mar tem-se vindo a afirmar como uma das principais referências da identidade do povo português, sendo a recente criação de um Ministério do Mar a prova disso mesmo. De facto, ao longo dos séculos, os feitos extraordinários dos nossos homens e mulheres do mar, dos Descobrimentos à Nazaré, têm caracterizado a nação e levado o nome de Portugal além-fronteiras. 

Esta ligação ancestral com o mar formou e criou grandes atletas, grandes surfistas e grandes protetores e defensores dos oceanos. Mais recentemente, com o desenvolvimento e transformação do sector turístico, temos tido a oportunidade de partilhar este conhecimento intrínseco com entusiastas de todo o mundo, contribuindo para um maior entendimento transcultural. O destacado posicionamento que Portugal conseguiu atingir no mercado internacional de turismo de surf deve-se, em grande parte, aos empresários que, muito antes de esta ser uma atividade lucrativa, perseguiram o seu sonho de viver de e para o surf e o deram a conhecer a uma fatia cada vez maior da população.

Mas muito há ainda por fazer, tendo todos nós um longo caminho a percorrer, desde as questões em torno da legislação e regulamentação da nossa atividade, à consolidação do surf nacional nas dimensões do turismo e do desporto, assim como na estimulação de uma sociedade mais conhecedora do mar e das suas ondas.

Agora que o surf se desenvolveu e o sector se transformou radicalmente, há um amplo consenso de que os recursos dos quais tudo isto depende – as ondas – estão, em muitos casos, sobrelotados. Importa, portanto, definir uma estratégia nacional para a gestão das praias que considere os seus diferentes utilizadores, ordenando e regulando devidamente as atividades comerciais desenvolvidas para que se possa assistir à consolidação do sector. Assim, a procura de soluções eficazes que sirvam tanto os operadores de ensino de surf, como toda a comunidade surfista, tem sido e continuará a ser um dos nossos princípios orientadores, procurando garantir um desenvolvimento sustentado e sustentável, com base no equilíbrio das dimensões sociocultural, económica e ambiental.

O sucesso da nossa missão estará inteiramente dependente do apoio e envolvimento dos nossos associados e dos restantes agentes, para que nos possamos tornar numa sociedade verdadeiramente virada para o mar e aí desenvolver atividades que nos orgulhem e que manifestem a nossa longa herança cultural.

Acreditamos profundamente que a união será a base da solução e estaremos sempre desejosos de ouvir as perceções e sugestões de todos.”

O Presidente da Direção,
João Diogo Pinto dos Santos

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