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SURF & RESCUE: QUANDO OS SURFISTAS TAMBÉM SÃO NADADORES SALVADORES

Segundo os relatórios da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, nos últimos 5 anos foram registadas 600 mortes em meio aquático, sendo que a grande maioria dos afogamentos acontece no mar. Numa tentativa de contrariar estes números, a Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) promovem, durante o mês de Maio, 5 ações de formação gratuitas.



E se os surfistas também fossem nadadores salvadores? Foi esta a pergunta que a Associação de Escolas de Surf de Portugal fez e que está na origem do projeto Surf & Rescue. Nas palavras de Afonso Teixeira, Diretor Executivo da AESP, “surfistas, treinadores e escolas de surf participam no salvamento e apoio a centenas de pessoas no mar todos os anos, normalmente, de uma forma informal e sem registo de ocorrências. Reconhecendo esta realidade e a sua importância, a AESP e o ISN formaram uma parceria que estabelece a ligação entre Surfistas e Nadadores Salvadores em toda a costa nacional”.


À 5a edição, o Surf & Rescue soma mais de 350 participantes, espalhados por ações desenvolvidas em 7 municípios. Em maio deste ano, no mesmo mês em que se celebra o Dia Europeu do Mar e o Dia da Marinha, ambos a 20 de maio, a iniciativa vai chegar a 5 municípios de norte a sul do país. Espinho (dia 15), Torres Vedras (20), Sesimbra (21), Matosinhos (23) e Lagos (29), mesmo a tempo do início da época balnear.


É possível encontrar surfistas dentro do mar, durante todo o ano - e não apenas na época balnear -, e com alguns conhecimentos básicos estes podem realmente fazer a diferença em situações de afogamento. Assim, ao longo de 7 horas de formação, que se dividem entre componente teórico-prática e exercícios práticos – nomeadamente salvamento sem meios, salvamento com prancha, e sequência completa de resgaste e suporte básico de vida - os participantes aprendem não só a socorrer vítimas de afogamento, como a agir em situações em que os próprios possam estar em perigo. As aulas acontecem em plena praia, para um limite máximo de 60 inscritos, com especialistas como os militares formadores do Instituto de Socorros a Náufragos, bem como surfistas e treinadores experientes como a dupla João Guedes (pai e filho).


Com o intuito de promover o intercâmbio de conhecimento entre nadadores salvadores e surfistas, qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento de surf se pode inscrever, de forma gratuita, no website oficial da iniciativa. Assim como os nadadores salvadores profissionais, certificados pelo ISN, se podem inscrever através do website da Autoridade Marítima Nacional. Para participar, os inscritos devem fazer-se acompanhar de fato de neoprene e da prancha com que costumam surfar e/ou prancha soft de iniciação ao salvamento. No final, a formação atribui 1.4 Unidades de Crédito para revalidação dos Títulos de Treinadores IPDJ (TPTD- Título Profissional de Treinador de Desporto, emitido pelo IPDJ - Instituto Português do Desporto e Juventude).


A iniciativa Surf & Rescue é promovida pela Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), com o apoio da Fundação Princess Charlène of Monaco, da marca La Roche-Posay, do estúdio criativo Ocyano, e ainda dos Municípios participantes - Espinho, Torres Vedras, Sesimbra, Matosinhos e Lagos. Este é o primeiro projeto em Portugal apoiado pela Fundação Princess Charlène of Monaco. Nas palavras de H.S.H. Princesa Charlène do Mónaco, “a Fundação procura ampliar o seu impacto e contribuir para a criação de ambientes costeiros mais seguros, sensibilizando os indivíduos que visitam regularmente estes locais para os seus potenciais perigos, apesar da sua atratividade para

atividades desportivas e lúdicas como o surf”.


A La Roche-Posay associa-se também à iniciativa acrescentando que “a presença da marca no projeto visa consciencializar para a importância da proteção solar e prevenção do cancro da pele, tema para o qual surfistas e nadadores salvadores são os porta-vozes ideais, tendo em conta a sua elevada exposição solar”, explica Margarida Lopes, Advocacy and Communication Manager LDB. Já Cris Santos, Fundadora da Ocyano, acrescenta que desenvolver projetos relacionados com o mar está na essência do seu estúdio criativo, “como praticantes de surf e de outros desportos aquáticos, reconhecemos a importância de ter cada vez mais pessoas preparadas para realizar resgastes com segurança, sendo os surfistas privilegiados para isso. Muitas vezes, não há mais ninguém por perto e são os surfistas os os primeiros a chegar. Desta forma, certamente conseguiremos prevenir muitos afogamentos”.



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